Possibilidades da tecnologia fazem estudantes descobrirem novas carreiras



Se nos vestibulares não há dificuldade em imaginar quais serão os cursos mais concorridos, numa feira de profissões também é bastante previsível os estandes com maior procura. Certo? Na UFPR Cursos e Profissões: Uma Feira de Ideias para Seu Futuro, a realidade que tem atraído os jovens é outra. Bem distante.

Com demonstrações presenciais de como funciona um óculos de realidade virtual, alunos do curso de Tecnologia em Ánalise e Desenvolvimento de Sistemas conseguiram mostrar que a profissão vai além do conceito simplista que muitos têm sobre quem “trabalha com computador”. Aliás, de simples, a rotina desse profissional não tem nada. Criar e desenvolver um sistema que facilite o dia-a-dia das pessoas é algo tão trabalhoso quanto complexo. Missão para poucos que se dispõem a aprender.

O estudante Luiz Gonçalves, do quarto período do curso, viu na profissão a oportunidade de um mercado de trabalho ainda pouco concorrido pelos brasileiros. “Tem muito campo de trabalho, principalmente no Brasil, que é muito carente na área. As pessoas, quando chegam nesse mercado, chegam sem formação. Então um curso rápido e prático como esse garante você se diferenciar pelo conhecimento e pelo peso do nome Federal”, garante.

Qual a diferença?
Também chamado de tecnólogo ou tecnológico, um curso superior de tecnologia normalmente leva cerca de três anos para ser concluído. Mas se engana quem pensa que é essa menor duração o que distingue a modalidade dos demais cursos tradicionais de bacharelado e licenciatura. O foco dos tecnólogos é justamente a proximidade com o mercado de trabalho, com suas demandas por profissionais. A partir desse tipo de curso, é possível atender um segmento específico de determinado setor e mesmo formar pessoal capacitado para atuar em áreas não cobertas pelas graduações tradicionais.

Turma de alunos do tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas UFPR pronta para colocar a programação ao alcance dos vestibulandos. FOTO: Ana Assunção


Apesar de direcionado, o curso de tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas permite enorme variedade de atuação. “Só dentro desse curso tem cerca de 15 áreas de atuação. O pessoal sempre olha pra gente como ‘os meninos do computador’ e desconhece o número de possibilidades que essa formação abre. E seja qual for a escolhida, terá sim campo de trabalho garantido. Vemos quem já se formou aqui; nenhum está desempregado”, explica Luiz, que pretende seguir como empreendedor em desenvolvimento de web.

Já Pedro Correia, no terceiro período do curso, pensa em buscar um ramo ainda mais alternativo na área. Quer entrar para a carreira acadêmica. “O legal desse curso pra mim é que posso ser mestre e doutor, continuando no mesmo setor aqui na Universidade. O pessoal nem sabe que essa opção é possível; pensa que por ser tecnólogo não pode atuar como professor”, diz o estudante.
Realidade virtual, como o próprio nome diz, é uma interface que conecta de forma avançada o usuário ao computador por meio de um equipamento, geralmente um óculos ou capacete. O objetivo desta tecnologia é recriar ao máximo a sensação de realidade em determinadas atividades.
Mesmo com tantas concepções erradas e possibilidades desconhecidas, o fato é que os meninos e as meninas ali no estande – sim, as mulheres estão se interessando cada vez mais pela ideia de serem programadoras – conseguiram atrair a atenção dos jovens que passavam em busca do melhor futuro profissional. “A galera chega aqui dizendo que não tem cabeça para ‘programação’. Mas aí a gente mostra algo que é totalmente possível e legal, como os óculos de realidade virtual. Depois acabam entendendo que hoje em dia tudo tem um sistema programado por trás. Por exemplo, quando alguém estiver lendo esta matéria, isso foi possível também porque um desenvolvedor de sistemas fez um trabalho bem feito”, orgulha-se Luiz.

Um dos óculos que os estudantes podem experimentar no estande do curso são os adaptados para uso com qualquer smartphone. É só pegar o aparelho, com um jogo ou vídeo preparado para a realidade virtual, encaixar na tampa e colocar no suporte onde estão as lentes. Desenvolvido por uma startup curitibana, o equipamento teve amostras doadas ao curso da UFPR, que se interessou pela ideia e já tem alunos e professores envolvidos em pesquisas. FOTO: Ana Assunção

SERVIÇO
Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas
Duração: 3 anos
Turnos: tarde ou noite
Vagas: 84 (28 vespertino e 56 noturno)
Local: Setor de Educação Profissional e Tecnológica da UFPR (SEPT)
Contato: sept.coord.tads@ufpr.br
Inscrições para o Vestibular 2015/2016 e Guia do Candidato: www.nc.ufpr.br

Fonte: Assessoria de Comunicação -  UFPR


Luiz Henrique

Luiz Henrique, cristão, analista de sistemas, programador e webdesigner, cursado em Webdesign, vive através da fé e louvor a Deus. Graduando em Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela UFPR


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