[Resumo] Vidas Secas - Graciliano Ramos


Vidas Secas, de Graciliano Ramos,  é um dos livros mais cobrados nos vestibulares - em 2013 é cobrado pela FGV, Fuvest, Unicamp, IFBA, IFGO, PUCSP, UEA, UEG, UFBA e UPE. A obra é dividida em capítulos independentes, narrados em terceira pessoa e retratando a sobrevivência de Fabiano e sua família na terra árida.



Com a chegada da seca no sertão, Fabiano e sua esposa Sinhá Vitória, os dois filhos, o papagaio e a cachorra Baleia tiveram de mudar-se. Caminharam por uma longa jornada na terrível seca. Antes que morressem de fome comeram o papagaio. Seguindo a viagem, o menino mais velho desmaiou. Logo encontraram uma fazenda abandonada onde se instalaram.

A seca acabou e Fabiano se acertou com o dono da fazenda. Era o vaqueiro daquela terra. Houve um renovo em tudo e todos. Os meninos, a cadela, Sinhá Vitória e o próprio Fabiano engordaram, e na fazenda passaram a se criar porcos e bois.

Certo dia, Fabiano foi até a cidade foi fazer compras, e antes de voltar resolveu tomar um copo de cachaça, pois se sentia enganado por todos, acreditando que sempre lhe cobravam mais do que deviam, assim como o patrão que sempre lhe pagava menos com a história dos juros.

oi então que um soldado amarelo apareceu e o chamou para um jogo de cartas. Como o homem era autoridade, aceitou, mas logo após a primeira rodada foi embora. O soldado lhe seguiu, pertubando, até que Fabiano, com raiva, xingou a mãe dele. Com isso foi para cadeia. A ignorância que a pobreza lhe causara não permitiu que ele se explicasse e assim ganhou uma surra e uma noite na prisão.

Mesmo assim a vida melhorava. Sinhá Vitória acreditava que para a felicidade ser praticamente completa bastava uma cama de verdade diferente daquela que possuíam, feita de varas que os incomodavam durante o sono. Os meninos apenas se divertiam no barreiro junto com a cachorra Baleia, e o mais novo, em uma tentativa de imitar o pai, tentou montar num bode: o que só lhe deu uma queda e humilhação por parte do irmão e de Baleia. E o menino mais novo, buscando o significado de inferno, apenas ficou chateado com a má vontade que lhe explicaram.

O inverno chegou e a família se aquecia frente à fogueira onde travavam pequenas conversas primárias. O natal também chegou e com isto toda a família, vestida de roupas novas, incomodavam-se com à missa. Tanta gente os assustava e com a lembrança nunca esquecida da injustiça aprontada pelo soldado amarelo, Fabiano bebeu e saiu a desafiar os homens. Acabou deitado na calçada tirando um cochilo, enquanto Sinhá Vitória fumava e os filhos brigavam com Baleia por ter desaparecido.

Depois desses tempos Baleia adoeceu. Feridas apareceram, o pêlo caiu e ela emagreceu. Fabiano decidiu matá-la de forma rápida que lhe poupasse o sofrimento. Sinhá Vitória se trancou com os filhos e tampou-lhes os ouvidos. Fabiano com um tiro feriu o traseiro da cachorrinha que assustada se arrastou até os juazeiros onde morreu.

Certo dia, caminhando pela caatinga, Fabiano se encontrou com o soldado amarelo. Precipitou-se erguendo o facão, mas parou antes de ferir o homem. Viu como ele era um frouxo já que nem se aguentava de tanto tremer. Ficaram frente a frente até que o soldado viu que Fabiano recuara, perguntou-lhe o caminho, Fabiano respondeu tirando o chapéu.

As trapaças do patrão o pertubavam e as contas de Sinhá Vitória sempre mostravam que eles estavam sendo enganados, mas quando foi reclamar o patrão se encheu de fúria e disse que ele podia ir embora: Fabiano perdeu o emprego. Fabiano desculpou-se e foi embora. Nesse contexto a seca voltava.

O bebedouro secava, o rio também, vinham ainda dezenas de pássaros que bebiam o pouco de água que restava aos bichos que emagreciam. Fabiano matava-os, mas eram muitos. Os que ele matava salgavam e guardavam.

A seca chegou. Fabiano sabia que era hora de partir, mas nunca o fazia. Então matou o único bezerro que lhes pertenciam e salgaram junto a carne dos pássaros, trancaram a fazenda e partiram sem avisar.

Fabiano se atormentava com as lembranças: o soldado amarelo, a cachorra Baleia, o cavalo que ficou pra morrer já que pertencia ao patrão e ele não podia levá-lo. Mas depois começaram a conversar e as léguas passaram sem nem verem, almoçaram e as esperanças de encontrar uma terra nova onde os filhos teriam futuros diferentes e eles um presente mais digno onde não precisariam fugir da seca, os levou embora.


Luiz Henrique

Luiz Henrique, cristão, analista de sistemas, programador e webdesigner, cursado em Webdesign, vive através da fé e louvor a Deus. Graduando em Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela UFPR


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